Há muito vinha sentindo leve incômodo. O notou mais intenso até que teve tempo pra respirar. Acomodou-se nos galhos da árvore, no topo do despenhadeiro, e contemplou toda aquela vastidão que a fez despertar:
- Não quero mais, tô cheia!
Pulou da árvore. Nunca mais pôs os pés no chão.
sábado, 29 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
mini-saga #5
Senti minha barriga roncar e fui direto pra cozinha. Durante a sesta senti o mesmo desconforto, dessa vez caprichei na refeição. Não tardou a voltar o mesmo incômodo. Lembrei que tinha engolido meu celular e prontamente o regurgitei. Atendi a chamada, uma mulher me ofereceu um novo plano de saúde.
mini-saga #4
- Agora tô aqui!, vivendo a prisão que é essa ausência do sentido. Eu que sempre fui serena a todas as situações. Talvez eu já não seja mais a mesma, é tão fácil se confundir! De onde vem tanta apatia, moço? Se já não mais me reconheço, quem seria eu?
sábado, 15 de novembro de 2014
mini-saga #3
A garrafa escorregou, o embriagado sentou-se naquele batente. Reparou três asiáticas se aproximando. Suava e tremia, encarou-as. Levantou-se bruscamente e agarrou uma delas:
- Qualquer movimento e corto-a garganta!
- Talvez.
Gritos e jorros vermelhos. Reparou três corpos. Cambaleante, deu três passos e um em falso. Agora eram quatro cadáveres.
- Qualquer movimento e corto-a garganta!
- Talvez.
Gritos e jorros vermelhos. Reparou três corpos. Cambaleante, deu três passos e um em falso. Agora eram quatro cadáveres.
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