Você não sabe
que o ignorar
intimida.
O medo é
a potência
do veneno.
Nosso jogo
vira e vira,
eu desisto.
As cartas
jamais
definiram.
O pôr do sol,
quando
assistiremos?
quarta-feira, 18 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Parte quarenta e sete de
Não tenho tinteiro,
digo, dinheiro.
Muito menos inteiro.
Me perco no ponteiro
do tempo rasteiro.
Caio ligeiro.
digo, dinheiro.
Muito menos inteiro.
Me perco no ponteiro
do tempo rasteiro.
Caio ligeiro.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Imparidade
Quando nem mesmo o sorriso consegue segurar a verdade
e a respiração faz derreter as emoções.
Naquilo que nos dá tanto prazer, maldade
encontrando naqueles mais puros, inocentes corações.
A distorção da sensibilidade é frenética
e os projetos para julgamentos são garantidos.
Mas em todos são garantida a predisposição estética,
o que dói é ver todos os seus sonhos vendidos.
As possibilidades reptam a cotidianidade das alcunhas
daqueles que ministram o garrancho viciado.
Grande problema não conseguir escurecer suas vergonhas
há muito silêncio, e si jamais aliviado.
e a respiração faz derreter as emoções.
Naquilo que nos dá tanto prazer, maldade
encontrando naqueles mais puros, inocentes corações.
A distorção da sensibilidade é frenética
e os projetos para julgamentos são garantidos.
Mas em todos são garantida a predisposição estética,
o que dói é ver todos os seus sonhos vendidos.
As possibilidades reptam a cotidianidade das alcunhas
daqueles que ministram o garrancho viciado.
Grande problema não conseguir escurecer suas vergonhas
há muito silêncio, e si jamais aliviado.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Vivido
, mas não é isso, é que seria uma p
, acompanhar nessa aprendizagem da vida
, para quem dar proteção...
, e expressão.
, que exigisse mais...
, com a fluidez dos corpos...
, nem sempre opostos, sim.
, não que tenham de ser...
, pois são de fatos...
, irrevogavelmente.
, também sabe-se...
, serão escritos vãos...
, de massagem.
, bem que sente-se falta...
, se das emoções sentidas...
, aperto frenético!
, mas esse é o problema...
, nos convém evocar aqui Zoroastro...
, ajuda sempre é bem vinda.
, que provoca medo...
, instabilidade...
, é claro, erro definitivo dessa hipótese!
, que faz essa função...
, que faz jus à importância...
, experiência espontânea.
, quando não...
, desespero, geralmente...
, no contratempo do pentagrama.
, competição...
, chave para as portas largas...
, de ser infinito.
, falta esta...
, questão concluída...
, cálculos:
Ela.
, acompanhar nessa aprendizagem da vida
, para quem dar proteção...
, e expressão.
, que exigisse mais...
, com a fluidez dos corpos...
, nem sempre opostos, sim.
, não que tenham de ser...
, pois são de fatos...
, irrevogavelmente.
, também sabe-se...
, serão escritos vãos...
, de massagem.
, bem que sente-se falta...
, se das emoções sentidas...
, aperto frenético!
, mas esse é o problema...
, nos convém evocar aqui Zoroastro...
, ajuda sempre é bem vinda.
, que provoca medo...
, instabilidade...
, é claro, erro definitivo dessa hipótese!
, que faz essa função...
, que faz jus à importância...
, experiência espontânea.
, quando não...
, desespero, geralmente...
, no contratempo do pentagrama.
, competição...
, chave para as portas largas...
, de ser infinito.
, falta esta...
, questão concluída...
, cálculos:
Ela.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Jogado
Que olhos são estes que lutam com a natureza, que tira-me o alvo das estrelas e me faz flutuar? O que querem do singelo fidalgo? Moça que bem fala, que passarinha na mais calma e suavidade, se apropria. É seguro o seu sincero sorriso. De passos equilibrados e ritmados. Encanto é sua respiração amena e contínua, pura - qual sua alma. Aterrorizante ao mesmo tempo sua presença, desconcertante. Movimentos harmonizados, efetuados com prazer. Prazer... é poder cumprimentá-la e vê-la direcionar-se a você;
segunda-feira, 26 de março de 2012
Semente
Suave
sem ter mente
senti.
Minto.
Lamento e esquento
o entendimento;
escorrendo
pelo momento.
Da minha iminência
inerte, ciência;
hoje inconsciência.
Inconsistência.
E na insistência,
do invento
a dormência:
o sentimento.
sem ter mente
senti.
Minto.
Lamento e esquento
o entendimento;
escorrendo
pelo momento.
Da minha iminência
inerte, ciência;
hoje inconsciência.
Inconsistência.
E na insistência,
do invento
a dormência:
o sentimento.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Resenha: "O Último Verão de Klingsor"
O livro é composto por três contos, são eles: Alma de criança, Klein e Wagner e O Ultimo verão de Kligsor.
Gosto sempre de começar uma resenha por puxando por um contexto histórico cuja obra se enquadra, pois dá ferramentas hermenêuticas para o leitor. Então, Hermann Hesse viveu entre 1877 e 1962 e, sendo alemão, quais foram os grandes acontecimentos presenciados por ele? Exatamente, as duas grandes guerras. Sabemos que qualquer intelectual tem a sensibilidade aguçada para os casos humanos, e, esses eventos não são pra qualquer cristão. E realmente não foi para Hesse também, que ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, teve um surto emocional, quando teve seus primeiros contatos com a Psicanálise. O autor nasceu numa família tradicional da Alemanha, criado por pais missionários protestantes, logo, crescendo sobre regras rigorosamente impostas, chegando a cursar seminário, porém, ao questionar a religião fora execrado da família, “fugindo” para a Suíça. Em viagens à Índia (através de missões para pregar junto aos pais o cristianismo neste país) ele pôde conhecer a cultura espiritual do oriente. Esses são os fatos básicos que influenciam as obras do autor, mais pode ser encontrado em livros com caráter autobiográficos como “Minha Fé”.
Alma de criança:
O conto é narrado pelo personagem principal, uma criança cujos pais são bastante repressivos e impõem regras duras aos filhos. A criança mostra os pais bastante preocupados com a educação dos filhos, e usam isso de justificativa para uma “prisão”. A própria criança se mostra bastante obediente perante as leis, porém, é reprimido quando vai criticá-las. Então, ao perceber que seus pais não notavam o filho perfeito, que não fugia das normas, e ao descobrir sua própria personalidade, a criança decide fazer algo errado pra saber quais seriam as reações alheias. Do início ao fim do livro podemos ter uma base complexa acerca dos costumes que iniciaram o século XX, uma sociedade metódica e rígida. É gostoso notar como Hesse põe na criança um teor de autoconhecimento que faz tirar conclusões maduras, no entanto imperceptíveis a tantos adultos contemporâneos, fazendo uma crítica ao desprezo da fase infantil (pode ser observado também em Demian). É muito perceptível o jovem Hesse nessa narrativa.
Klein e Walter:
O conto começa com uma atmosfera densa onde o narrador está contando a história de Friedrich Klein. A história é contada como se tivéssemos lendo-a a partir da metade, o que deixa o texto um pouco complicado, pois, ele já trás consigo algum fardo pesado, um crime ocorrido recentemente, fazendo com que a narrativa seja melancólica. Este romance tem muito em comum com o famosíssimo clássico “Crime e Castigo”, onde é mostrado a cada momento o sentimento e pensamento do personagem que está em constante confusão quanto aos seus atos.
Klein, o personagem principal, foi um típico cidadão respeitável (tal qual o capitão Clubin, do clássico “Trabalhadores do Mar”), que pagava suas contas em dia e mantinha uma bela família, e decidiu abandonar tudo que tinha devido às suas angustias provocadas pelos mais variados motivos, mas um motivo ganha mais destaque que os demais: ele tinha acabado de descobrir o seu próprio eu, a sua personalidade, levando-o a perceber que sempre foi aquilo que os outros quiseram dele, pois por mais cidadão que fosse não era ele; sempre tinha que se sacrificar sempre pelos outros e “nunca aprovara a intenção secreta de seu coração e nunca a reconhecera sequer”. Após o reconhecimento de suas particularidades, o protagonista é uma pessoa altamente confusa, passando por profundo estado de depressão à profundo estado de alegria.
A todo o momento Klein é atormentado pela história de Walter, um assassino cujo protagonista está com ele na cabeça constantemente, assolado pela confusão, por vezes concordando com ele e entendendo perfeitamente seu crime, por ora lhe culpando e condenando com toda sua força. Walter é tão influente em Klein que muitas vezes pode ser confundido com uma personalidade sua, ou revelando ser seu possível alter ego.
Em sua fuga, ele vai para outra cidade com documentos falsificados, encontra uma mulher, que devido ao seu estado de espírito abalado julga-a preconceituosamente de forma perversa e forte (como faz nosso amigo Caulfield, em “O Apanhador no Campo de Centeio”), no entanto percebe que “todas as indignações, todas as raivas e todas as condenações eram um erro e uma infantilidade”. Aqui é revelado uma personalidade altiv, que rumina seus pensamentos. É importante essa passagem por que denota o valor que Hesse dá a o ato de desconfiar do que aparentemente é. O autor aproveita também para fazer uma crítica, aqui, à cultura do rótulo, onde necessitamos de um rótulo que caiba a nossa razão, precisamos rotular as coisas para que elas não fujam do nosso controle, sendo toda palavra uma forma de rótulo, de LIMITE.
“Klein e Walter” nos mostra um ser humano em meio às suas angústias, o foco é claramente a angústia do homem provocada pelo choque entre o individual e o coletivo-egoísta, que não aceita o indivíduo particular. Sendo assim, o autor constrói com maestria os sentimentos das personagens, fazendo o leitor sentir na pele as emoções por trás das letras, e revelando, depois de tanta confusão sentimental, um surpreendente fim. Esse conto é bastante denso e tenso, para lê-lo é bom estar em um estado de espírito bastante equilibrado, ameno.
O Último Verão de Klingsor:
O conto inicia-se com o anúncio da morte de Klingsor, um pintor que passou o resto de sua vida recatado numa região vizinha a sua cidade. Suas cartas revelam seu desejo pelo fim, dando hipóteses diversas ao caso de sua morte, principalmente o de suicídio. Depois de advertido, o leitor começa a viajar no verão descrito com maestria pelo autor, onde mostra um Klingsor bon vivant, aproveitador, pintando seus quadros e gozando da vida, vivendo a alegria e esquecendo, na maioria das vezes, a tristeza. Então ele reconhece, depois de reflexivas lembranças, que a vida não é apenas felicidades, fazendo-o ter diversas reações.
Até que Klingsor encontra um velho amigo pintor também, Louis, que gosta de aproveitar a vida sem ressentimentos. Louis o chama para um almoço “luxuoso”, ou no mínimo reconfortante, depois um encontro outro velho amigo de ambos, Luigi, com qual, no encontro Klingsor tem um diálogo sobre a arte (pintura, especificamente) demonstrando uma idéia combatente à mimese e defendendo o lado mais transcendental, espiritual da arte.
Louis, despreocupado com a vida sempre está sumindo e vindo, enquanto Klingsor fica em casa pintando seus quadros e escrevendo cartas aos seus íntimos quando tinha seus constantes ataques de ansiedade e melancolia; tais cartas são o resultado de sua impulsividade, por não conseguir ficar calado por tanto tempo sobre seus sentimentos. Para tais ele nunca contava com Louis (apesar de insistir e sofrer conseqüências pesadas), por isso preferia lidar com Luigi.
Então, Klingsor sai mais uma vez de seu casulo (é importante notar o destaque que o autor da às suas saídas), e encontrar-se com mais amigos artistas, com os quais tem diálogos que revelam ser de uma pessoa angustiada (aqui pode haver uma ambigüidade, outros diriam sossegado) que pensa o fim como próximo, e por isso aproveita cada instante da vida. Os amigos seguem em uma viagem onde acontecerão vários casos curiosos, inclusive um delírio provocado possivelmente pelo excesso de bebida alcoólica, narrado com riqueza de detalhes.
O conto se estende por mais encontros com amigos, focando sempre o mesmo assunto, o FIM, onde Klingsor revela certo desapego pela matéria. Então ele decide escrever mais uma carta ao seu amigo Luigi, que nos dará possíveis pistas sobre sua morte. Da carta ao desespero, denuncia-se um fim bastante intrigante.
Quando a música acabar, ligue a luz, essa é a lição.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Tudo junto, ao mesmo tempo e agora.
Ao tempo que tomou tento
eu já não temo.
Temo que do tempo que vem
eu me torne isento.
Como eu intento
o próprio tempo,
eu já temo e invento,
mas menos entendo.
Se não compreendo
sem tento me arrebento,
vou me mantendo.
... está doendo.
Tenho querendo
mas estou refazendo. Crescendo.
Onde estou me metendo?
Acabando e escurecendo.
Qual valor vem tendo
o tempo do tempo?
eu já não temo.
Temo que do tempo que vem
eu me torne isento.
Como eu intento
o próprio tempo,
eu já temo e invento,
mas menos entendo.
Se não compreendo
sem tento me arrebento,
vou me mantendo.
... está doendo.
Tenho querendo
mas estou refazendo. Crescendo.
Onde estou me metendo?
Acabando e escurecendo.
Qual valor vem tendo
o tempo do tempo?
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Luto
Caminhos nessa estrada
vendavais.
Notícias guardadas
não colam mais.
Você, justiça,
não mais se faz.
Grandões secos,
verdade se esvai.
Fe-... Ferro. Ferro?
Fé! Onde vais?
Jardim? Haha!!
Nunca mais verás.
Esperança, senhora!
Por ... Sobreviverás?
Se ela soubesse...
Cansei. Café.
vendavais.
Notícias guardadas
não colam mais.
Você, justiça,
não mais se faz.
Grandões secos,
verdade se esvai.
Fe-... Ferro. Ferro?
Fé! Onde vais?
Jardim? Haha!!
Nunca mais verás.
Esperança, senhora!
Por ... Sobreviverás?
Se ela soubesse...
Cansei. Café.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
De vez em quando:
Há no mundo daquelas criaturas
que conseguem...
É apenas um olhar que engrandece,
Que lhe enche a alma de harmonia.
O movimento surdo do seu corpo
compõe a mais bela melodia.
Seu sorriso, um transformar.
Traz consigo o mais estimado paraíso
de nuvens infantis.
Admiráveis...
Aproximação contaminadora:
de longe escuta-se o delicado passo
trazendo o aroma mais sofisticado;
felizes transeuntes!
Quantas palavras!
Veio.
Alegria, alegria...
Fim.
.
castigo
que conseguem...
É apenas um olhar que engrandece,
Que lhe enche a alma de harmonia.
O movimento surdo do seu corpo
compõe a mais bela melodia.
Seu sorriso, um transformar.
Traz consigo o mais estimado paraíso
de nuvens infantis.
Admiráveis...
Aproximação contaminadora:
de longe escuta-se o delicado passo
trazendo o aroma mais sofisticado;
felizes transeuntes!
Quantas palavras!
Veio.
Alegria, alegria...
Fim.
.
castigo
sábado, 4 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Escuta
Estou preso, mãe
Olha o sol,
ele beija o trem!
Olhe para os campos,
Salve-me!
Quando as portas...
elas são azuis,
Claro, elas significam!
Abra os olhos,
sinta o alvorecer!
Vá à maçã
Você consegue,
jamais falhou!
Não é diferente,
apenas nomes!
Sonhos e regalias
Fonte cheia,
flutue metaforicamente!
Euforicamente, força,
Acordes!
Olha o sol,
ele beija o trem!
Olhe para os campos,
Salve-me!
Quando as portas...
elas são azuis,
Claro, elas significam!
Abra os olhos,
sinta o alvorecer!
Vá à maçã
Você consegue,
jamais falhou!
Não é diferente,
apenas nomes!
Sonhos e regalias
Fonte cheia,
flutue metaforicamente!
Euforicamente, força,
Acordes!
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